segunda-feira, 17 de março de 2014

Linha Norte: Um panorama da última ferrovia "ativa" de Pernambuco (parte 2)

 Nossa viagem pela Linha Norte de Pernambuco começa justamente na estação Jorge Lins. A mesma, operacional pelo sistema diesel da CBTU – METROREC representa, ou pelo menos já representou um importante entroncamento ferroviário do estado. No pátio de Jorge Lins, a Linha vinda de Cinco Pontas, bifurca nas Linhas Centro (para Salgueiro) e Norte.
Estação Jorge Lins ao fundo, à esquerda desvio para
Salgueiro e em frente, Linha Norte. (Imagem: Pedro Costa)

  Seguindo a viagem, alcança-se a estação de Curado, também operacional pela CBTU – METROREC, pelo VLT que faz a ligação Curado – Cajueiro Seco. A mesma estação é conjugada com a estação Curado, da bitola larga do METROREC. Mais adiante, logo se avista o pátio ferroviário de Lacerda, onde até pouco tempo atrás a TLSA mantinha vagões e vez ou outra locomotivas, quando a Linha Norte estava em atividade. O pátio é grande, são quatro linhas além de casas de apoio ao pessoal da ferrovia.
 Ao fim deste pátio fica a estação de passageiros de Lacerda, conjugada com a estação TIP do METROREC e com o
Estação da Rodoviária. (Imagem: Marcos Francisco - Março de 2014).
próprio Terminal Rodoviário do Recife. A mesma, em estilo simples, mas de longa plataforma central, foi construída na década de 1980 e serviu aos trens de subúrbio para São Lourenço, além do trem de longo percurso que ainda era operado na Linha Norte. Falasse também que esta estação serviu como ponto de partida para os trens de passageiros com destino a Salgueiro, que nos últimos anos de seu funcionamento, partiam de Lacerda e seguiam pela bifurcação do pátio de Jorge Lins, alcançando Jaboatão e seguindo com destino ao Sertão do estado.
  O trecho seguinte da Linha Norte de Pernambuco atravessa a reserva de mata atlântica da família Brennand, acompanhando o leito do Rio Capibaribe até as proximidades do acesso à Arena Pernambuco, no bairro de Cosme e Damião. Os trilhos seguem pela periferia de Camaragibe onde alcançam a estação ferroviária local, um prédio datado de 1906, que possui armazém para cargas conectado ao prédio principal.

  Infelizmente, apesar do valor histórico desta edificação e sua boa localização, encontra-se abandonado e arruinado. A seu exemplo,  o leito da linha neste trecho (como em vários outros próximos às áreas urbanas) é interpretado pela população como um lixão, onde abandonam seus dejetos sem respeito algum.
  Espremida pela zona urbana, a Linha Norte segue seu rumo alcançando a estação ferroviária de São Lourenço da Mata, de amplo pátio, o que demonstra o quanto foi importante o mesmo. São várias linhas, além de garagens para autos de linha e armazéns que já foram demolidos. O prédio da estação, que já não recebe trens de passageiros há anos, serve hoje de moradia, um destino que não o mais ideal, no entanto ótimo para manter de pé a histórica edificação.
Abandonada, a estação ferroviária de Camaragibe.
(Imagem: Arquivo pessoal - 2009)
  Ao passarem do Centro de São Lourenço da Mata, os trilhos alcançam os abundantes canaviais da Mata Norte e a próxima parada é a pequena estação de Tiúma, onde mais uma vez o destino de se tornar moradia foi o que nos permitiu ter até hoje a pequena edificação de pé e preservada.
  Logo após Tiúma, a Linha Norte de Pernambuco deixa a Região Metropolitana do Recife, chegando ao município de Paudalho. Mussurepe, uma pequena parada, charmosa em sua modesta estrutura de ferro, resistiu ao tempo e ao abandono, se mantendo como uma das poucas paradas desta ferrovia que serviam aos povoados de usina, neste caso, a extinta Usina Mussurepe. São Severino dos Ramos, povoação bastante movimentada pelos seus atrativos religiosos é a parada seguinte, e mesmo com a importância que tinha a pequena estação para o povoado, só sobrou a plataforma para contar a história.
Estação de Tiúma. (Imagem: Arquivo pessoal - 2009).
De São Severino só restou a plataforma.
(Imagem: Arquivo pessoal - 2012).
A pequena parada de Mussurepe,
resistindo ao tempo. (Imagem: Arquivo
pessoal - 2013).












  Não muito distante dali está a estação ferroviária de Paudalho. Bem próxima ao Centro da cidade, fica à margem esquerda do rio Capibaribe. Seu pátio também foi de grande importância. Possuía mais de três linhas, além de armazéns de carga. O prédio da estação, datado de 1881, passou por um longo tempo no abandono e agora está quase que totalmente recuperado por meio de um projeto do Arquivo Público Estadual, em parceria com o IPHAN responsável pela restauração do prédio, e a prefeitura local. As características originais da edificação foram recuperadas e agora está por ser mais um cartão postal para a cidade.

Estação de Paudalho, seu pátio e a capela. (Imagem: Arquivo
pessoal - 2013).
  Mais aproximados 12 quilômetros atravessando canaviais e restingas de mata e chegamos à próxima parada, a estação ferroviária de Carpina, esta que era uma das mais importantes da linha.  Era de Carpina que partiam os trens com destino ao ramal de Bom Jardim, o mesmo que foi desativado oficialmente pela RFFSA em 1968, já estando desde 1963 sem tráfego. O pátio de Carpina, por sua vez, possuía três linhas, duas plataformas, armazéns, caixa d’água e até girador de locomotivas. Hoje, para contar este passado, resistem a estação (que atualmente funciona como moradia e lan-house), a velha caixa d’água de ferro que traz em sua estrutura ainda as indicações de seu fabricante e origem (Londres, Inglaterra) e duas linhas do pátio. A última composição que passou por Carpina, como já dito em postagem anterior, foi da CBTU – Recife, em transferência do sistema de trens urbanos de João Pessoa. A mesma ficou parada no pátio da estação durante um tempo, enquanto os responsáveis por sua condução faziam um lanche. Nesse meio tempo, várias pessoas movimentaram o local para tirar fotos, outros mais idosos começaram a relembrar seus tempos de mocidade quando a estação era movimentada, no lamento de verem o trem parar ali e não poderem embarcar. E é lamentável realmente nem este primeiro trecho da Linha Norte de Pernambuco não ter trem de passageiros, pois a demanda é grande e, sem o transporte sobre trilhos, milhares de pessoas, não somente neste trecho, ficam a mercê do monopólio do sistema de transporte rodoviário, mesmo que em um modelo correto deveria servir apenas como complemento ao transporte ferroviário, no entanto, como se vê não só em Pernambuco, os ônibus e caminhões passam a “substituir” os trens e daí uma decadência vertiginosa do sistema de transportes do país.
Eis a estação de Carpina. (Imagem: Arquivo pessoal - 2013).
Continuamos nossa viagem e, seguindo agora de Carpina, a próxima parada agora é Tracunhaém, da qual a estação ferroviária já não existe mais, restando apenas ruínas da plataforma.
  Nazaré da Mata é o próximo ponto da linha, de amplo e extenso pátio, possui três linhas, longa plataforma, além de garagem para auto de linha e local para carregamento de grãos. Apesar de ficar bem à entrada da cidade, a estação ferroviária de Nazaré da Mata, está sem uso, abandonada e fechada há anos. A cobertura da plataforma já está se desfazendo pela ação do tempo. Parte da plataforma já foi tomada pelo mato. Essa estação era tida como ponto de apoio à TLSA, que utilizava de seu pátio para deixar vagões e também como parada intermediária para descanso.
Junco e Upatininga são estações intermediárias ao trecho seguinte (Nazaré da Mata – Aliança), e serviam a povoações de engenho. Hoje, das mesmas, só restam amostras de ruínas em meio aos canaviais.
Estação ferroviária de Nazaré da Mata
(Imagem: Arquivo pessoal - 2011)
Não muito distante de Nazaré da Mata, apenas 27 km, está Aliança e sua estação ferroviária, que fica logo à entrada da cidade. O pátio extenso da estação de Aliança fica bem a margem do rio Capibaribe – Mirim, e contava com caixa d’água, armazém e o prédio principal. Hoje a caixa d’água não existe mais, demolida em mais um ato de vandalismo; o armazém tem uso não identificado e o prédio principal, em estado deplorável, cada vez mais arruinado e escondido pelo mato, representa o descaso cometido contra as ferrovias de Pernambuco e sua memória. Pouco antes do início do pátio de Aliança há uma passagem de nível (cruzamento com rodovia) da qual quando se olha para suas extremidades, já não se vêm bem os trilhos, já sem uso há meses e tomados pelo mato.
Estação de Aliança no abandono. (Imagem: Arquivo pessoal
- 2011).
  Deixando Aliança, a Linha Norte atravessa um percurso de aproximados 20 quilômetros até Timbaúba, trecho intermediado pela estação de Pureza. Esta por sua vez, a próxima parada de nossa viagem, já serviu de cenário para o romance do paraibano José Lins do Rêgo, intitulado “Pureza”, que conta uma envolvente história supostamente vivida por um recifense que vem para Pureza à procura da saúde e de se revigorar com o ar puro do campo. Nessa viagem o narrador (e personagem principal) acaba por se envolver amorosamente com as duas filhas do chefe da estação e por aí se dá o desenrolar do enredo.
A estação de Pureza, relatada no romance de
José Lins do Rego. (Imagem: Arquivo pessoal - Janeiro de 2013).

  A estação ferroviária de Pureza servia a um pequeno povoado e também a usina Cruanji, que embarcava suas cargas para o Recife nos trens da RFFSA e posteriormente nos trens da TLSA, o que deixou de ocorrer há cerca de 4 anos, segundo um trabalhador da própria usina, que está com suas atividades suspensas; inclusive a usina ainda guarda em sua garagem, que fica próxima à estação, duas locomotivas que utilizava na sua malha. A estação de Pureza possui longo pátio com duas linhas principais e mais três por trás do prédio, onde ficavam estacionados vagões com cargas da usina. Além do prédio, infelizmente abandonado, há também a estrutura da antiga caixa d’água. Uma das extremidades do pátio fica próximo ao uma ponte de ferro bem conservada.
  O pátio de Pureza e sua tranquilidade, lamentavelmente abandonos ficam para trás e nossa viagem continua agora se aproximando de Timbaúba. Neste trecho da linha há muitas curvas e também percebemos atos de vandalismo ao patrimônio ferroviário, com alguns dormentes queimados.
  Após cruzar canaviais e belos trechos de mata, os trilhos alcançam Timbaúba, importante cidade da Mata    Norte de Pernambuco e que também mostra o quanto era importante na Linha Norte. Seu pátio ferroviário é enorme, ficando bem ao centro da cidade e contando com quatro linhas, estrutura para carregamento de vagões com grãos, caixa d’água, garagens para auto de linha, casa do chefe, além do prédio principal e de uma plataforma secundária. É este o último grande pátio da linha antes de cruzar o limite entre Pernambuco e a Paraíba.
Trecho da Linha Norte entre Timbaúba e Pureza.
(Imagem: Arquivo pessoal - Março de 2013).
  O prédio da estação ferroviária de Timbaúba está razoavelmente preservado e, a exemplo, de Carpina, a utilização do mesmo como moradia é o que o mantém preservado. Agora, a mesma ação desenvolvida para a estação de Paudalho, citada na parte anterior desta matéria, está para ser desenvolvida em Timbaúba, com a revitalização do prédio por meio do projeto de criação dos arquivos públicos municipais, uma iniciativa do Arquivo Público Estadual em parceria com o IPHAN-PE e as prefeituras. No entanto, mais um importante pátio fica no aguardo das composições de carga que por ele transitaram até pouco tempo atrás.
  Nossa viagem pela Linha Norte de Pernambuco se aproxima do fim. A próxima parada agora, logo após Timbaúba, é a pequena e arruinada estação ferroviária de Rosa e Silva. Esta fica bem próxima à divisa entre Pernambuco e a Paraíba. Serviu também como estação de apoio à TLSA anos atrás, porém, conforme relato do site “Estações Ferroviárias do Brasil”, um incêndio no prédio fez com que o mesmo fosse abandonado e deixado de lado. Hoje, as paredes e a estrutura de sustentação da cobertura da plataforma resistem à ação do tempo, em meio ao mato. A pequena estação da Great Western parece ter seu destino decretado: o abandono e a destruição.
A estação ferroviária de Timbaúba, um grande pátio e muita
história. (Imagem: Arquivo pessoal - 2011).
  Os trilhos cruzam a divisa com a Paraíba e eis o ponto final de nossa viagem, o triângulo ferroviário da cidade de Itabaiana-PB. Aqui, a nossa linha Norte se entronca com outras duas linhas: O ramal vindo de João Pessoa-PB e a linha vinda do Ceará, que cruza o Sertão paraibano, passando por importantes cidades como Souza-PB e a própria Campina Grande-PB. Este enorme pátio, conhecido desde os tempos da Great Western como Triângulo, possui várias linhas, galpão de manutenção de locomotivas e uma estação operacional da TLSA. Quando fizemos a visitação ao pátio, pudemos perceber o quanto foi importante e quanto é amplo este complexo ferroviário. Ainda hoje é ponto de apoio da TLSA, mas praticamente inativo. Hoje um único funcionário da companhia toma conta do local. No galpão onde até pouco tempo eram realizadas manutenções em locomotivas e vagões, apenas há um auto de linha da TLSA utilizado para fazer simples vistorias, nada de mais, no trecho paraibano administrado pela concessionária. Segundo o funcionário da TLSA de Itabaiana, a mesma está a se centralizar cada vez mais em Fortaleza, levando para lá boa parte do material das oficinas paraibanas e também de Pernambuco e Alagoas. A situação é lamentável. O único trem que está programado para passar pelo Triângulo é o Expresso Forrozeiro, ou o Trem do Forró de Campina Grande, que faz o percurso João Pessoa – Campina Grande nas festas juninas.
Triângulo ferroviário em Itabaiana-PB. Aqui a Linha Norte
se conecta com outras ferrovias do Nordeste. A linha da esquerda
é a Norte, que segue para Recife, a da direita segue para Campina Grande-PB
e para trás, o ramal que segue para João Pessoa.
(Imagem: Arquivo pessoal - Março de 2014).
  Uma esperança para reativação de parte da Linha Norte, segundo notícia do último dia 12 de Março de 2014, do site “Giro pela Mata Norte”, é a que vereadores das câmaras de Carpina, Paudalho e Nazaré da Mata fizeram pedido à CBTU de ampliação do sistema de transporte de passageiros para Nazaré da Mata, isso feito a partir da manifestação de interesse dos alunos do Campus Nazaré da Mata, pelo fato de os trilhos da Linha Norte passarem bem próximos ao local e que sua reativação seria de grande proveito para os cerca de 2000 alunos da Universidade que se deslocam diariamente entre as referidas cidades e o Recife. 
 
Galpão de manutenções do pátio de Triângulo.
(Imagem: Arquivo pessoal - Março de 2014).
  Assim finalizamos a nossa viagem pela Linha Norte de Pernambuco, uma ferrovia que apesar de sua importância está sendo aos poucos deixada de lado também. Em paralelo a isso vemos estações mais que centenárias sendo abandonadas, trilhos que poderiam estar transportando cargas e passageiros serem tomados pelo mato e pelo vandalismo de muitos, além disso, também temos estradas cada vez mais cheias de caminhões e ônibus, estradas esburacadas e a memória do trem sendo desvalorizada, sem se levar em conta o quanto seria importante ter linhas como essas na ativa.

14 comentários:

  1. Prezado companheiro André Cardoso, é muito bom saber que tem pessoas assim como você iguais a mim que gostam de preservar e manter viva a história dos transportes em nosso estado, em especial dos trens. Estou fazendo uma pesquisa sobre transporte, há dois anos, e encontrei teu blog por acaso, mas quando visitei tua página, fiquei admirado com teu trabalho. Realmente és um apaixonado por transporte, assim como eu que pesquiso sobre o metrô de Recife e as empresas de ônibus daqui de PE. Aproveito para parabenizá-lo pelo excelente trabalho em teu blog, e dizer também que vou usar seu blog como fonte para minhas pesquisas. Aproveito para fazer uma sugestão: poste mais coisas referentes à história do Metrorec, pois tenho muita curiosidade de saber sobre a história do surgimento do metrô. Também tenho um blog sobre transporte http:// onibusetransporte.blogspot.com

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    1. Muito bom saber amigo! Obrigado por acompanhar este trabalho!! Obrigado também pelas sugestões!!

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  2. POLÍTICOS DESTE PAÍS, OLHEM MAIS PARA NOSSO DEFASADÍSSIMO SETOR FERROVIÁRIO E DEIXEM DE DEMAGOGIAS BARATAS ELEITOREIRAS. NOSSO NORDESTE NECESSITA DE ESTRUTURA NESTE SETOR E NÃO APENAS PROMESSAS DE OBAS QUE POSSIVELMENTE NUNCA CHEGUEM A REGIÃO.
    OLHEM PARA NOSSAS FERROVIAS POLÍTICOS DESTE PAÍS.

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  3. É louvável esse trabalho do André Cardoso, visto que hoje a população necessita do transporte ferroviário, porém acomoda-se.Temos que incentivar o povo a unir-se nesse objetivo e formar grupos que exijam e gritem nas portas do poder público.O problema da mobilidade urbana, tende a piorar, visto o crescente aumento de carros nas ruas devido a deficiencia no transporte de massas.

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    1. Positivo amigo. Precisamos bastante do transporte ferroviário, tanto de cargas quanto de passageiros.

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  4. Boa noite amigo. Sou novo por aqui e achei fantástico esse seu blog. Parabéns! Sou morador de São Lourenço e conheço parte do trecho citado nesse seu post. Senti falta da citação de uma estação que fica entre a estação de Tiúma e a Parada de Mussurepe, no povoado de Pirassirica. A cerca de 10 anos atrás fui muitas vezes lá e na época o prédio ainda estava de pé e a plataforma era bem grande. Tinha um pátio com duas ou três linhas (ñ lembro bem) e uma grande caixa d'agua. Não sei qual era a importância dessa estação. Mas lembro que alguns moradores falaram que, no passado, o povoado tinha uma grande e movimentada feira livre. Dizem que a área hj pertence ao exercito, ñ sei se é verdade. Faz bastante tempo que não vou em Pirassirica, mas assim que tiver oportunidade irei e tirarei fotos da estação pra enviar pra vc. Um grande abraço!

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    1. Olá amigo!! Obrigado!! Realmente não cheguei a citar Pirassitica por conta do prédio da estação não existir mais. De fato, o local onde ficava a estação é hoje área pertencente ao exército. Hoje, restam no local a caixa d'água e a plataforma. Mas, fique a vontade para mandar fotos. Será ótimo! Obrigado!

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  7. Antes de tudo, parabéns André pelo seu trabalho!!!
    Achei essa pagina procurando pela palavra "Pirassirica", graças ao comentario do amigo Janilson, onde ele cita esse vilarejo. Eu passei minha infancia e parte da adolescencia nesse lugar, onde morava com meus avos, e conheço bem a regiao.
    Realmente em Pirassirica existia uma grande feira livre, um mercardo fechado e também um armazém onde eram armazenados os produtos que eram transportados pelos trens cargueiros e depositados ou/e retirados deste amrmazém para seguirem para as usinas de refinaria. Entre esses produtos, lembro-me bem do sal grosso, açucar bruto, e trigo.
    Tenho muitas lembranças e muitas saudades também desse lugar. Nao moro mais no Brasil, mas sempre que vou de férias, faço o possivel para ir visitar Pirassirica e seus arredores. Tenho algumas fotos, inclusive algumas recentes feitas por alguns parentes que estiveram la algumas semanas atras.
    Um abraço,
    Suzete Queiroz

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  8. a estação de camaragibe pelo estado foi abandonada na década de 70 mfpe é balela não valoriza sua ferrovia .se valorizasse não estaria assim uma carniça com abutres kk

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  9. não se zangue .a verdade doi .parta para a prática só mi mi mi ,balela ,conversa mole não avança nada kkkkkkkkk

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  10. entra ano e sai ano e as ferrovias vira lixo junto trens e estações ,ninguém faz nada só blá blá blá !

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